kharma Murphyano

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Todo mundo sabe que adoro tirar fotos, mas toda vez que saio com a camera por incrivel que pareca, bem na hora de fazer os melhores clicks a dita ascende a luzinha vermelha: without battery! arghhhh!
Sabado minha nova amiga brasileira (da licensa que eu to podendo!) Marcia me liga e me faz um convite para saracutiarmos numa feira aqui perto. Mas antes quero explicar que a feira aqui eh xoxa, oh coisinha mais sem graca, totalmente diferente das feiras do Brasil onde tem ateh xepa (pessoas que recolhem de graca o resto das frutas e verduras que os feirantes nao querem levar de volta, de tanta fartura). Aqui quando voce encontra meia duzia de barracas, jah chama de feira, me admira muito uma Ilha tao linda, tao cheia de natureza, as frutas e verduras parecerem final de feira no Brasil. Tudo mirradinho, feinho, o preco um absurdo! mas abafa o caso…
Prosseguindo…achamos ateh quiabo na feira, pode?? ueh…eu gosto de quiabo! estou tentando encontrar minhas raizes, afinal ainda estou perdida lembra? saudades…lembra??
Saimos de lah e resolvemos dar uma passadinha no Shopping (nao sei porque essa palavra eh magica na cabeca das mulheres) alguem sabe?
E por ai vai…falando feito duas loucas sem parar, tenho matado minha sede de falar portugues, apesar de ser um erro…mas nao dah para viver sem isso (to que nem propaganda de cerveja gelada!) . Resolvemos esticar e andar pela praia, ai vem a lei de Murphy…aquele lindo sunset…mulheres quando se juntam, soh Deus para conseguir ouvir 3000 palavras por segundo, literalmente nao paramos de falar e estavamos ali assistindo aquele maravilhoso por-do-sol e resolvi tirar umas fotos minha e da Marcia para registrar nossos encontros e nossas bandalheiras, ai vai os clicks e de repente fazemos poses e cade o flash?? luz vermelha!! without battery!!! tenho ou nao tenho carma com as leis de Murphy??
Tudo bem…mesmo assim foi um dia maravilhoso, pensam que terminou por ai? nada!
Saimos da areia e demos mais uma esticada (vai olhando como mulher estica as coisas) ateh uma pizzaria, vamos levar para casa que eh melhor! Viemos para casa e da-lhe tagarelar…ficamos das 4 da tarde ateh as 10 da noite falando sem parar…eita coisa boa! sua orelha nao ardeu por ai nao??
Putz! como a gente fala e ainda para completar (desculpe minha bigemea Dora) mas chegou mais uma bigemea aqui e adivinha de onde ela eh?? de RECIFE!!!!! tu deve ter mandado ela no teu lugar nao foi nao??
A Marcia eh muito parecida comigo no jeito de ser, ficamos horas planejando coisas e mais coisas encontrei companhia para o tenis, Tai chi, vamos ateh fazer danca do ventre juntas, jah pensou?? na terra do hula, estamos inventando a do ventre?? soh brasileiras mesmo, afe! jah vi que meu flamenco vai pro saco…e…vamos mostrar o potencial brasileiro com nossas novidades e agora vamos abalar bangu…ooppsss!! esqueci aqui nao tem bangu, entao vamos abalar the Big Island!
Pelo menos consegui postar as unicas fotos que deu para tirar, mas amanha a gente vai estar juntas de novo e ai eu vou ter bateria.

Nao me matem…mas nesse barco estava tendo uma festa e tinha um grupo dancando hula, mas cade que deu tempo de fazer foto?? a briga com a camera tava feia!arghhh!
Eu jah pedi uma camera de presente, alguem lembra disso? pois eh Thanksgiving eh esta semana…lah…lah…ri…lah…lah

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Esse texto estah de acordo com a fase em que me encontro, recebi minha carta de auforria e agora da-lhe briga com o mercado de trabalho, tenho tido muita sorte Gracas a Deus, uma grande diferenca em relacao ao mercado de trabalho no Brasil, mas mesmo assim a gente sente quando vai ou nao usar o potencial que temos nessas entrevistas da vida.

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Vi um anúncio de emprego. A vaga era de gestor de atendimento interno, nome que agora se dá à seção de serviços gerais. E a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem – sem contar a formação superior – liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem hands on.

A abundância de candidatos está permitindo que as empresas levantem, cada vez mais, a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da superqualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico… uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, gerente da contabilidade.
– Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
– In a hurry!
– Saúde.
– Não, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
– E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
– O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
– Não, não. Cópias normais mesmo.
– Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
– Fabiana, desse jeito não vai dar!
– E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
– Como assim?
– É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
– Olha, neste momento, eu só preciso das três có…
– Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
– Futuro? Que futuro?
– É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
– Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
– Sei. Mas o senhor é hands on?
– Hã?
– Hands on. Mão na massa.
– Claro que sou!
– Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 – Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 – E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará – com justa razão – que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores. Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado que chegasse de repente confundiria nossa salinha do café com o auditório da Fundação Alfred Nobel. Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha noções de informática e possuía energia e criatividade. Sem mencionar que estava fazendo pós-graduação. Só que não sabia nem abrir o capô.

Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz : O que é capaz de resolver, mas não de impressionar !!!

Max Gehringer – Colunista Revista EXAME

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