Meu coracao se derrete…

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Eh duro as vezes escolher a profissao certa, e nem sempre a gente acerta, eh duro lidar com sentimentos, com coracao, com razao. Uma das razoes que nao quero trabalhar com a parte de direito criminal apesar de ter me especializado nisso.

Enfim, decidi me inspirar no meu amor e trabalhar com criancas, isso mesmo, criancas, sou fessora agora, estou com criancas de primeira serie e hoje uma delas me fez um bilhete que simplesmente fez meu coracao se quebrar em pedacos. Nao pelo bilhete em si mas pelo fato de lidar com situacoes especiais. Eu trabalho com criancas especiais, normais, porem com problemas emocionais. E qdo voce recebe um bilhete desse de uma crianca, voce simplesmente se pergunta porque os adultos nao sao assim? e porque os sentimentos de uma crianca eh mais puro do que de um adulto?

p protecao – imagem do bilhete retirada.

anyway…escolhi, escolhi, e no fim cah estou eu lidando com sentimentos 😉

Mudando de assunto:

Finalmente ganhei alguma coisa na vida kkkk nunca ganhei nem rifa de buteco, mas dessa vez entrei em um contest de artesanato e ganhei $50 dolares em adesivos para scrapbook. Amei, entrei por diversao e ganhei! 😀

Congratulations to the follow winners.  Each will receive $50 worth of Stickers

Sandra T. of Anchorage AK
Elizabeth K of Aniwa WI
Nancy S. Groveland, FL

Ai me empolguei e resolvi entrar num contest de culinaria para professores, vejam soh como sou atrevida: Para o primeiro premio $ 20.000 dolares, para o segundo: $10.000 e para o terceiro $ 5.000 dolares, cah estou eu preparando minha receita e vamos cruzar os dedos para ver no que vai dar 😀 torcam por mim eh claro! 😉

Artist: Amanda Cass

Sua majestade, a criança

Tem se falado muito na falta de limites das crianças de hoje. A garotada manda e desmanda nos pais e estes, sentindo-se culpados pelo pouco tempo que ficam em casa, aceitam a troca de hierarquia – hoje os adultos é que recebem ordens e reprimendas, e não demora serão colocados de castigo.

* * *

Segundo os pedagogos, precisamos voltar a dizer não para a pirralhada. É a ausência do não que faz com que meninas saiam de madrugada sem avisar para onde estão indo, garotos peguem o carro do pai sem ter habilitação e todos sejam estimulados a consumir descontroladamente, a não dar explicações e a viver sem custódia. Mas onde encontrar energia para discutir com filho? Pai e mãe se jogam no sofá e pensam: “Façam o que bem entender, desde que nos deixem quietos vendo a novela”.

* * *

Alguns adultos defendem-se dizendo que é impossível dar limites, vigiar e orientar, tendo que sair de manhã para o batente e voltar à noite demolidos pelo cansaço. Compreendo, é complicado mesmo. Se existe uma liberalidade e agressividade maior hoje entre as crianças, é claro que o fato de as mulheres terem entrado no mercado de trabalho e deixado em aberto o posto de rainhas do lar tem algo a ver com isso. Mas nem me passa pela cabeça estimular um meia-volta, volver. A sociedade avançou com a participação das mulheres e esse é um caminho sem retorno. O que compromete o destino de uma criança é não ter sido amada. E muitas não foram, mesmo com os pais por perto.

A falta de amor é a origem de grande parte das neuroses, psicoses e desvios de conduta. Uma criança que não se sentiu amada pode cometer erros de avaliação sobre si própria e cometer desvarios para alcançar uma autoestima que está sempre fora de alcance. Não adianta o pai e a mãe passarem a mão na cabeça do filhote de vez em quando e repetir um “eu te amo” automático. A criança precisa se sentir amada de verdade, e as demonstrações não se dão apenas com beijos e abraços, e tampouco com proibições sem justa causa. O “não deixo, não pode” tem que ser argumentado. “Não deixo e não pode porque….” Tem que gastar o latim. Explicar. E prestar atenção no filho, controlar seus hábitos, perceber seus silêncios, demonstrar interesse pelo o que ele faz, pelo o que ele pensa, quem são seus amigos, quais suas aptidões, do que ele se ressente, o que está calando, por que está chorando, se sua rebeldia é uma maneira de pedir socorro, se está precisando conversar, se o que tem sentido é demasiado pesado pra ele, se precisa repartir suas dores, se está sendo bem acolhido pela escola, se não estão exigindo dele mais do que ele pode dar, se não foram transferidas responsabilidades para ele que são incompatíveis com sua idade, se há como entender e aceitar seus desejos, se ele está arriscando a própria vida e precisa de freio, se estamos deixando ele sonhar alto demais, se estamos induzindo que ele sonhe de menos, se ele está recebendo os estímulos certos ou desenvolvendo preconceitos generalizados. Dá uma trabalheira, mas isso é amar.

* * *

Algumas crianças são criadas por empregadas, ou seja, são terceirizadas e depois o psiquiatra que junte os cacos. Com amor, ao contrário, toda criança sente-se ilustríssima, majestade, vossa excelência, sem fazer mau uso do cargo. Será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros (usando drogas ou imitando o que os outros fazem para ser aceita num grupo). Será o que é, afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.

Author: Martha Medeiros

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  1. Tenho só 18 anos e mesmo assim já percebo a GRANDE diferença de como eram as crianças quando eu tinha 10 e como são agora.
    Cada dia que passa está ficando pior,eu conheco pessoas que simplesmente largam os filhos com a empregada e acabou ,e outros já desistiram de tentar educar.
    É algo muito triste e preocupante,mas é o que está acontecendo.
    Abraços e parabéns por ter encontrado algo que realmente gosta.

  2. Sandra !

    Educar é mesmo uma arte. E, como os filhos vem ao mundo sem manual de instruções, a gente também aprende experimentando, errando e tentando novamente. Mas, com embasamento de amor, tudo tem conserto.

    Agora, conta aí o segredo: como é que você conseguiu entrar no Magistéri ali sem ter sido professora . Eu validei meus Diplomas aqui, tive 15 anos de experiência no Brasil e nem depois de apender o holandês consegui reentrar no Magistério. Tive de mudar completamente minha profissão. Quero ir morar ali no Alaska ! A Holanda é muito complicada !

    Um abraço,
    Susana

  3. Oi Sandra, nossa tenho adorado seu blog, desde que descobri ele (essa semana mesmo) virei fã.
    Vc deve ser uma pessoa adorável e com uma família abençoada, não é mesmo!
    E que mudança radical, da praia calorosa a neve.
    Eu tenho pensado muito em ir morar no Hawaii, não sei pq encasquetei com esse lugar. Acho que é pq como imagino que seja o paraíso.
    Se for possível, me mande um email para a gente trocar mais umas idéias.

    Beijo
    Juliana

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